REUTERS/Valentyn Ogirenko
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Soldado da guarda nacional da Ucrânia morre em combate com nacionalistas em Kiev

Informação foi confirmada por assessor do ministro do Interior, Arsen Avakov; cerca de 100 pessoas ficaram feridas no confronto

O Estado de S. Paulo

31 de agosto de 2015 | 12h47

KIEV - Um integrante da Guarda Nacional ucraniana morreu nesta segunda-feira, 31, nos confrontos que ocorreram perto da sede do Parlamento da Ucrânia, que deixaram cerca de 100 feridos entre os membros das forças de segurança, informou um assessor do ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov.

"Um soldado da Guarda Nacional morreu após ferimentos decorrentes de um tiro no coração", escreveu Anton Geraschchenko, assessor de Avakov, em sua página no Facebook. "Além de usar granadas, os provocadores usaram armas de fogo, atirando escondido", disse Geraschchenko.

O assessor confirmou que quase todos os feridos, incluindo dois jornalistas, foram atingidos pela explosão de uma granada lançada por um nacionalista radical, que foi preso pela polícia. "Tenho informação sobre mortos, meninos que estão lutando pela ordem pública em Kiev", disse o prefeito de Kiev, Vitali Klitshcko, em entrevista à televisão ucraniana "112 Ukraina".

O ataque aconteceu durante confrontos entre as forças de segurança e manifestantes radicais que protestavam contra aprovação de uma reforma constitucional para descentralizar o país, considerada pelos nacionalistas uma concessão inaceitável aos separatistas pró-Rússia.

A descentralização é um dos pontos dos acordos de Minsk para a regulação do conflito nas regiões orientais ucranianas de Donetsk e Luhansk. No total, 265 deputados - mais que o mínimo necessário de 226 - votaram a favor da reforma durante a tumultuada sessão.

Os radicais, que se concentraram na frente do Parlamento no começo da manhã, protestavam contra uma disposição transitória sobre um "regime especial de autogoverno em determinadas zonas das regiões de Donetsk e Luhansk" contida nas emendas. 

A medida foi proposta pelo presidente Petro Poroshenko. Segundo os nacionalistas, essa disposição abre a portas para a desintegração da Ucrânia. O gabinete do governo da Ucrânia anunciou o presidente se pronunciará pela televisão ainda nesta segunda-feira sobre o caso. / EFE, REUTERS e AFP

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