EFE/Heidi Levine / Pool
EFE/Heidi Levine / Pool

Soldado israelense que matou palestino imobilizado é libertado

Elor Azaria foi solto após cumprir 9 dos 14 meses de sua sentença; ex-soldado israelense matou Abdel Fatah al Sharif em 2016

O Estado de S.Paulo

08 Maio 2018 | 04h16

O ex-soldado israelense Elor Azaria, que matou com um tiro na cabeça um jovem palestino que estava ferido e imobilizado no chão, saiu da prisão nesta terça-feira, 8, após cumprir dois terços de sua sentença.

Azaria ia ser solto na próxima quinta-feira, 10, por decisão do Comitê de Liberdade Condicional do Exército, depois de ter cumprido nove dos 14 meses de sua condenação, mas o ex-soldado solicitou uma saída antecipada para comparecer ao casamento de seu irmão.

No ano passado, Azaria foi condenado culpado de matar Abdel Fatah al Sharif em março de 2016. Al Sharif foi atingido com um tiro na cabeça após atacar outro militar em Hebron,  no sul da Cisjordânia.

O ex-soldado nunca demonstrou arrependimento por seu ato e declarou que disparou porque acreditava que Al Sharif escondia uma bomba por baixo da roupa. No entanto, o tribunal militar rejeitou os argumentos de Azaria, alegando que ele estava muito tranquilo momentos antes de efetuar o disparo.

Toda a ação foi gravada e divulgada pela ONG israelense de direitos humanos B'Tselem. O Tribunal também lembrou que o ex-soldado comentou com seus companheiros que Al Sharif deveria morrer por ter atacado os israelenses.

Este caso expôs, mais uma vez, as profundas divisões na sociedade israelense em relação às atividades do Exército da Cisjordânia ocupada, com alguns defendendo Azaria pelo seu “heroísmo” e outros exigindo uma condenação mais firme pela ilegalidade de sua ação. / EFE

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