Lee Jin-man/AP Photo
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Soldado norte-coreano que desertou para o Sul confessa ter cometido assassinato

Autoridades da Coreia do Sul se negaram a comentar a informação e indicaram que o interrogatório do homem de 24 anos ainda não terminou

O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2018 | 04h16
Atualizado 23 Janeiro 2018 | 08h33

SEUL - O militar norte-coreano que desertou em novembro e cruzou a fronteira com a Coreia do Sul sob disparos de seu próprio exército confessou ter cometido um assassinato no Norte, informou um jornal sul-coreano.

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As autoridades sul-coreanas se negaram a comentar a informação e indicaram que o interrogatório do soldado de 24 anos ainda não terminou.

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Ele declarou às forças de segurança que havia cometido um assassinato na Coreia do Norte, segundo o jornal Dong-A Ilbo, que cita uma fonte não identificada dos serviços de inteligência.

A deserção do soldado norte-coreano no dia 13 de novembro através da Zona Desmilitarizada (DMZ) ganhou as primeiras páginas dos jornais locais na época.

No fim de novembro, foram divulgadas imagens nas quais se via vários soldados norte-coreanos perseguindo o desertor e disparando contra ele, deixando-o gravemente ferido.

Um dos militares chegou, inclusive, a cruzar brevemente a linha de demarcação militar (LDM) com a Coreia do Sul antes de de voltar para seu lado. O Comando das Nações Unidas na Coreia (UNC) qualificou a ação como um ato de violação do acordo de armistício de 1953.

As duas Coreias, que seguem tecnicamente em guerra, não têm acordo de extradição. / AFP

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