TYLER HICKS|NYT
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Soldados americanos chegam a Kobani para auxiliar forças curdas contra o EI

Grupo de militares deverá 'organizar' forças locais e 'planejar' ofensivas contra o grupo jihadista em cidades como Raqqa

O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2015 | 09h39

KOBANI, SÍRIA - Soldados americanos chegaram à cidade de Kobani, no norte da Síria, para treinar e apoiar combatentes curdos, prevendo novas ofensivas contra o grupo Estado Islâmico (EI), informaram fontes curdas na quinta-feira 26.

Os militares americanos terão como missão "planejar" ofensivas contra duas cidades que estão em poder do EI: Jarablus e Raqqa, no norte do país, disse à AFP uma fonte das Unidades de Proteção do Povo Curdo, a principal milícia curdo-síria. O ativista em Kobani Mustafá Abdi confirmou a entrada dos instrutores americanos.

O diretor do Observatório Sírio pelos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman, anunciou "a chegada de mais de 50 instrutores americanos no norte e nordeste da Síria". Ele afirmou que 30 "estavam atualmente em Kobani", e os outros, na província de Hasake, mais a leste.

O ativista completou que os americanos chegaram em dois grupos, nos últimos dias, procedentes da Turquia e do Curdistão iraquiano. "Devem se reunir em Kobani para treinar as Forças Democráticas da Síria (FDS)", formadas por facções árabes e curdas, completou.

No mês passado, os EUA anunciaram que queriam enviar à Síria dezenas de soldados de suas forças especiais. No domingo 22, Brett McGurl, enviado especial do presidente americano para a coalizão internacional contra o grupo EI, havia informado que os soldados chegariam "muito em breve" à região.

A tarefa dos soldados é "organizar" as forças locais que combatem o EI no norte da Síria, declarou o diplomata. Trata-se da primeira mobilização oficial das forças americanas em terra na Síria desde o início do esforço de guerra internacional contra o EI.

Os soldados americanos prestaram apoio a uma coalizão árabe-curda composta pelas Unidades de Proteção do Povo Curdo, grupos árabes e cristãos assírios. Essas forças locais já "realizaram uma operação muito bem-sucedida", mediante a qual retomaram mais de 1.000 quilômetros quadrados de território no norte da Síria e "mataram cerca de 300 combatentes do grupo Estado Islâmico", segundo McGurk. /AFP


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