Soldados americanos mortos no Iraque já são mais de 3 mil

O número de soldados americanos mortos no Iraque superou este fim de semana a marca de 3 mil, segundo números da imprensa, ao tempo que os especialistas duvidam que o envio de mais tropas mude o curso da guerra.O site GlobalSecurity.com, especializado em assuntos militares, elevou neste domingo, 31, para 3.002 o número de soldados americanos mortos desde a invasão do Iraque em março de 2003.Segundo o GlobalSecurity, que faz a contagem baseada nos relatórios de imprensa sobre incidentes no Iraque, o número de soldados feridos na campanha militar chegou a 22.401.O Pentágono, que atualiza sua contagem em intervalos mais longos, apresentou em seu último relatório de 29 de dezembro o número de 2.983 soldados mortos e 22.565 feridos.William Cohen, um republicano que foi chefe do Pentágono na administração do presidente Bill Clinton, disse que "na discussão sobre o envio de mais tropas ao Iraque, o importante não é tanto o número, mas sim uma clara definição da missão".O presidente George W. Bush anunciará na próxima semana uma nova estratégia para a guerra e uma das possibilidades é o aumento da presença militar americana que, atualmente, chega a mais de 145 mil soldados."Devemos definir se a missão será a custódia das fronteiras, ou o controle de Bagdá", disse Cohen no programa Late Edition da CNN. "E se a missão for a neutralização e a desmilitarização das milícias xiitas, então precisaremos mais que 10.000 ou 20.000 soldados adicionais."O ex-conselheiro de Segurança Nacional, Zbigniew Brzezinski, que trabalhou na Administração do presidente Jimmy Carter, sustentou que "o problema é que as decisões estão nas mãos de um grupo muito pequeno, incluído o presidente Bush, que está preso nos seus próprios erros do passado".O senador republicano Richard Lugar, que abandonará em janeiro seu cargo de presidente do Comitê de Relações Exteriores da Câmara Alta, expressou suas dúvidas sobre o aumento do contingente militar no Iraque e pediu que o presidente Bush consultasse os legisladores antes da mudança de estratégia."No passado, a Administração se inclinou por deixar o Congresso de lado", disse Lugar no programa News Sunday do canal FOX."A Administração tem que identificar precisamente onde estão as linhas de batalha, o que está sendo combatido, e eu não vi essas linhas", acrescentou.

Agencia Estado,

31 de dezembro de 2006 | 17h02

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