Soldados da ONU capturados nas Colinas do Golan são libertados

Os 45 'boinas azuis' de Fiji voltaram para o Golan, confirmou Israel; eles eram reféns da Frente al-Nusra há 2 semanas 

O Estado de S. Paulo

11 de setembro de 2014 | 10h51

GOLAN - A TV Al Jazeera afirmou nesta quinta-feira, 11, que o grupo Frente al-Nusra, braço da Al-Qaeda, libertou os soldados da força de paz da ONU capturados há duas semanas nas Colinas de Golan, na região da fronteira entre Síria e Israel.

A ONU confirmou a libertação dos 45 reféns "boinas azuis" procedentes de Fiji. Segundo a assessoria de imprensa da ONU, os soldados foram postos em liberdade às 14h30 (horário local).

Um porta-voz militar de Israel afirmou que os soldados voltaram ao Golan. "Nós abrimos a fronteira e eles entraram", disse o porta-voz, sem dar detalhes.

Na quarta, a Al-Nusra postou um vídeo em suas contas do Twitter e do YouTube em que os reféns diziam que seriam libertados em breve.

Não ficou claro se o vídeo, divulgado pelo serviço de monitoramento SITE, foi feito antes ou depois da declaração do chefe do Exército de Fiji, dizendo que a Al-Nusra havia deixado de fazer exigências para libertar os reféns.

Uma fonte da ONU disse, antes da divulgação do vídeo, que os militantes tinham insistido em divulgá-lo como condição para a libertação.

A guerra civil de três anos da Síria alcançou no mês passado a zona limítrofe com o território sírio do Golã, ocupado por Israel, quando combatentes islâmicos invadiram um ponto de passagem na linha que separa israelenses de sírios desde a guerra de 1973. / AP, EFE e REUTERS

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