Gleb Garanich/Reuters
Gleb Garanich/Reuters

Soldados da Ucrânia começam a recuar de Debaltseve

A Ucrânia começou a retirar soldados da cidade de Debaltseve no início desta quarta-feira, após rebeldes pró-Rússia tomarem controle do local, apesar do acordo de cessar-fogo firmado na semana passada.

AE, Estadão Conteúdo

18 de fevereiro de 2015 | 08h44

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, disse que a retirada estava quase completa, com 80% das tropas ucranianas fora da cidade, de acordo com a agência de notícias Interfax. Dezenas de veículos podiam ser vistos ao longo da estrada em direção à cidade mais próxima, Artemivsk. Separadamente, o escritório de Poroshenko informou que ele está se dirigindo para a zona de guerra na quarta-feira e vai realizar uma sessão especial com agentes de segurança à noite.

De acordo com parlamentar ucraniano e comandante do batalhão voluntário pró-Kiev, Semyon Semenchenko, a retirada das forças de Debaltseve está sendo conduzida de maneira planejada e organizada. O comentário foi feito em mensagem no Facebook. 

Um recuo em Debaltseve seria um grande revés para as forças de Kiev. Constantemente perdendo terreno em grande parte da linha de frente, os comandantes da Ucrânia haviam prometido manter a cidade, que é uma ligação vital entre as capitais separatistas de Luhansk e Donetsk.

As forças rebeldes romperam as linhas ucranianas na cidade de Debaltseve na terça-feira. Separatistas dizem que a região não é coberta pelo acordo de cessar-fogo alcançado na semana passada em Minsk. Líderes ocidentais expressaram preocupação sobre a continuação dos combates e pediram que Moscou e os rebeldes suspendam os conflitos.

Mas o presidente russo, Vladimir Putin, parece ter ignorado esses apelos. Na terça-feira, ele exortou Kiev a desistir da cidade e permitir que as suas tropas se rendam e voltem para suas famílias.

"Claro, é sempre ruim perder", disse Putin a jornalistas durante uma visita à Hungria. "É claro que é sempre uma dificuldade quando você perde para os mineradores de ontem ou motoristas de caminhão de ontem. Mas a vida é a vida. Ela certamente vai continuar". Os EUA e a Ucrânia dizem que o ataque a Debaltseve tem sido apoiado por unidades do exército russo, usando armamento russo. Moscou nega fornecer equipamentos aos separatistas ou o envio de tropas.

Ao chamar a ofensiva em Debaltseve de "um ataque cínico contra os acordos de Minsk", Poroshenko exigiu em uma ligação feita na terça-feira à noite para a chanceler alemã, Angela Merkel, que a União Europeia e o Ocidente mostrem uma "reação dura" para a Rússia e os separatistas, segundo informou o escritório do presidente em um comunicado. Fonte: Dow Jones Newswires.

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