Mohamed Abd El Ghany/Reuters
Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Soldados do Egito partem para zona de fronteira com Israel

Homem armado disparou contra uma delegacia em Sinai do Norte em mais um ato de violência na região

estadão.com.br,

09 de agosto de 2012 | 14h55

Texto atualizado às 18h17

AL-ARISH - Um homem armado disparou em direção a uma delegacia de polícia no centro administrativo do Sinai do Norte, no Egito, nesta quinta-feira, 9, em nova demonstração de desordem na região desértica que faz fronteira com Israel. Esse é o segundo dia da ofensiva militar egípcia na região.

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Centenas de soldados em carros blindados saíram da cidade para perseguir militantes islâmicos acusados de matar 16 guardas de fronteira egípcios no domingo. Esse é o momento de maior aumento da violência, que vem crescendo constantemente desde a derrubada do ditador Hosni Mubarak no ano passado.

O tiroteio em Al-Arish, centro do governo na região do Sinai do Norte, mostrou o quão difícil será para o Egito impor a ordem. O incidente se seguiu a ataques contra postos de controle na cidade na quarta-feira.

Israel saudou a ofensiva do Egito e autorizou o Egito a usar helicópteros de combate para lutarem contra os supostos militantes islâmicos. Os 14 integrantes do gabinete de segurança israelense aprovaram uma flexibilização temporária dos termos do acordo de paz de 1979, que limita a ação militar no Sinai, declarou, segundo a AFP, um israelense que pediu anonimato.

Ao mesmo tempo, Israel continua expressar preocupações sobre a deterioração da situação no Sinai, que abriga militantes anti-Israel, tribos beduínas revoltadas com a negligência do governo egípcio, traficantes de armas e drogas e simpatizantes da rede Al-Qaeda.

O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse que o Egito estava agindo "de uma forma e com uma determinação de que eu não me recordo anteriormente". "Se isso terminará com a retomada do controle do Sinai (pelo Egito) e nos permite não nos preocupar tanto quanto nos últimos meses, isso eu não sei", disse ele à Rádio Israel.

O homem armado em al-Arish fugiu antes que a polícia pudesse responder aos tiros , informou uma fonte de segurança, negando um relato da televisão estatal de que a polícia teria reagido. Centenas de soldados e dezenas de veículos militares chegaram à cidade, disseram fontes de segurança, como parte de uma ofensiva sem precedentes desde a guerra do Egito com Israel, em 1973.

Dezenas de veículos blindados, alguns equipados com metralhadoras, podiam ser vistos indo para fora de Al-Arish, para o acampamento de Sheikh Zuwaid, que aviões militares atacaram na quarta-feira. Os soldados cumprimentaram transeuntes e mostraram sinais de vitória, ou filmaram a sua partida com câmeras de vídeo.

Com Reuters

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