Soldados do Paquistão matam até 90 militantes

Conflitos ocorreram dois dias depois de centenas de militantes terem invadido uma unidade paramilitar

Reuters,

18 de janeiro de 2008 | 13h02

Soldados paquistaneses mataram até 90 militantes em duas batalhas ocorridas na sexta-feira, na região do Waziristão do Sul, na fronteira com o Afeganistão, afirmaram as Forças Armadas. Os conflitos aconteceram dois dias depois de centenas de militantes terem invadido o forte de uma unidade paramilitar em uma outra área da mesma região. Em um dos incidentes de sexta-feira, as forças do governo atacaram um grande número de militantes reunidos para investir contra um outro forte do Waziristão do Sul, em Ladha, matando até 60 deles, disse o major-general Athar Abbas, porta-voz das Forças Armadas. "Os infames, esses terroristas, desejavam provavelmente atacar um outro forte e estavam reunidos ali. Por isso, as forças de segurança adotaram essa medida, como forma de retaliação", afirmou Abbas. Os soldados usaram peças de artilharia e disparos de morteiro para atacar os militantes e não houve baixas do lado das forças governistas, disse o porta-voz. No segundo incidente, militantes emboscaram um comboio militar e até 30 deles foram mortos quando as forças de segurança responderam àquela investida, afirmou Abbas. "Um comboio nosso atravessava o Chagmalai e esses infames começaram a disparar contra o comboio. As forças de segurança retaliaram e houve um tiroteio de cerca de uma ou duas horas. As forças de segurança conseguiram limpar a área", disse. Segundo o porta-voz, quatro integrantes das forças de segurança ficaram feridos no segundo incidente. As duas batalhas ocorreram em áreas do Waziristão do Sul onde age Baitullah Mehsud, um líder militante que possui laços com a Al Qaeda. O governo disse que Mehsud era o responsável pelo assassinato, no dia 27 de dezembro, em Rawalpindi, da líder oposicionista Benazir Bhutto. Mehsud foi acusado ainda de ter realizado uma série de ataques contra as forças de segurança nos últimos meses, ataques esses que se somaram ao ambiente de instabilidade reinante no país. O Paquistão, que detém um arsenal nuclear, vê seu presidente, Pervez Musharraf, tentando continuar no poder em face de manifestações da oposição. Autoridades dizem que os militantes pretendem desestabilizar o país antes das eleições gerais marcadas para 18 de fevereiro e que devem completar o processo de transição para um governo totalmente civil.

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