Soldados dos EUA podem ter pena de morte por crimes no Iraque

Um investigador do Exército dos Estados Unidos recomendou que quatro soldados americanos enfrentem a pena capital se forem condenados pela morte de três detentos durante uma operação em maio, no norte do Iraque.O tenente-coronel James Daniel fez sua recomendação depois de encontrar "circunstâncias agravantes" no caso envolvendo o sargento Raymond Girouard, e os soldados William Hunsaker, Corey Claggett e Juston Graber.Os militares admitiram as mortes em Tikrit, mas afirmam ter agido em defesa própria, depois que os homens detidos tentaram escapar.Pelas leis marciais, a punição máxima para morte premeditada é a pena capital. A última execução de um soldado americano ocorreu em 1961, em Fort Leavenworth, no Estado do Kansas.OperaçãoA divisão a que pertencem os militares realizava em maio passado uma operação que tinha como alvo insurgentes ativos na província Salahuddin. Centenas de pessoas foram detidas.O comandante de sua unidade ordenou um inquérito no dia dos supostos assassinatos, aparentemente depois que soldados começaram a suspeitar das circunstâncias da morte dos homens detidos.Uma investigação foi iniciada no dia 17 de maio, segundo o Exército americano.Nos documentos ligados ao caso, alega-se ainda que Girouard, Hunsaker e Claggett teriam ameaçado um outro soldado de morte caso testemunhasse contra eles. Soldados americanos no Iraque enfrentaram várias acusações de morte de civis e abuso de detentos, o que levou a várias investigações.O Exército americano está investigando a morte de 24 civis desarmados na cidade iraquiana de Haditha no ano passado, em um ataque atribuído a fuzileiros americanos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.