Soldados dos EUA punidos por abusos em Guantánamo

Dois soldados da base naval americana de Guantánamo, em Cuba, onde o Pentágono mantém cerca de 600 supostos terroristas e talebans detidos, sem acusação formal ou julgamento, foram punidos por usar "força excessiva" contra prisioneiros, informou o jornal The Washington Post. Os incidentes ocorreram em 2002 e 2003 e vêm à tona em meio ao escândalo de abusos cometidos por soldados americanos contra prisioneiros iraquianos."Outros quatro militares foram investigados e considerados inocentes", disse ao jornal o porta-voz do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, Raul Duany.Em um dos casos provados de uso excessivo da força, um dos soldados dominou um prisioneiro com o jato de água de uma mangueira depois que ele atirou sua comida por uma janela da cela. Na segunda agressão, um guarda da prisão bateu com um aparelho de rádio em um prisioneiro que tinha tentado atacar outro militar. O espancamento continuou mesmo depois de o preso ter sido controlado.O Pentágono ordenou uma revisão do tratamento dado aos prisioneiros em Guantánamo e na base naval de Charleston, na Carolina do Sul, onde os EUA mantêm detidos três cidadãos americanos supostamente vinculados a organizações terroristas.

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