Soldados nigerianos acusados de matar 100 civis

Soldados irromperam em seis comunidades do leste da Nigéria, destruíram moradias e executaram mais de 100 civis, informaram, nesta quarta-feira, funcionários estatais, que acusaram as autoridades federais de aplicar a "lei da selva". Aparentemente, os militares buscavam os responsáveis pelo seqüestro e assassinato de 19 soldados, no início deste mês, no estado oriental de Benue, onde ocorrem conflitos étnicos há uma década. Os oficiais da defesa, no entanto, negaram qualquer envolvimento nos distúrbios. Soldados uniformizados que viajavam em veículos blindados cercaram, na segunda-feira, os civis de uma comunidade de Gbejir, disse Tahav Agerzu, porta-voz do governo do Estado de Beue. As mulheres e as crianças foram separadas do grupo, e os atacantes abriram fogo sobre os homens em uma praça pública, disse Agerzu. Os ataques, que continuaram na terça-feira, estenderam-se às comunidades de Vaase, Anyin, Iorja, Zaki-Biam e Tseadoor, perto de onde os corpos mutilados dos 19 soldados foram descobertos em 12 de outubro. Várias casas foram incendiadas e mais de 100 pessoas morreram, acrescentou Agerzu. A cifra não pôde ser confirmada por fonte independente.

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