Soldados paquistaneses desaparecem em meio a confrontos

Incidente ocorre após conflito deixaram 85 mortos na fronteira do país com o Afeganistão

Agência Estado e Associated Press,

08 de outubro de 2007 | 13h49

Cerca de 50 soldados paquistaneses desapareceram nesta segunda-feira, 8, em meio a violentos confrontos com milicianos islâmicos perto da fronteira com o Afeganistão, informou o Exército do Paquistão.   Veja também: Helicóptero que escoltava Musharraf cai na Caxemira   O desaparecimento dos soldados ocorre no dia seguinte a um confronto entre o exército e a milícia fundamentalista islâmica Taleban deixar pelo menos 85 mortos. O conflito do último domingo se seguiu à reeleição do presidente do Paquistão, general Pervez Musharraf, com uma vitória esmagadora nas urnas, no sábado.   Os soldados desapareceram depois de ataques rebeldes a postos militares e a uma patrulha perto de Mir Ali, na região autônoma de Waziristão do Norte, revelou o Exército por meio de um comunicado.   O desaparecimento coincide com uma mudança no comando do Exército, que vem sofrendo fortes baixas em confrontos nos quais os militantes asseguraram o controle de vastas áreas na fronteira com o Afeganistão. O presidente busca um novo mandato com a promessa de manter os combates aos extremistas islâmicos que atuam no país.   Mais cedo, o Exército paquistanês havia informado que 66 supostos rebeldes e 20 soldados morreram em dois violentos confrontos em Waziristão do Norte no domingo.   Sob condição de anonimato, um oficial do Exército em Miran Shah, principal cidade da região, disse que helicópteros e aviões bombardearam posições rebeldes em diversas aldeias.   Segundo a fonte, mais de dez civis, inclusive mulheres e crianças, morreram quando um foguete perdido atingiu a casa onde estavam em Mir Ali. O oficial não identificou quem teria disparado o foguete.   Questionado sobre vítimas entre os civis durante entrevista à emissora de televisão Geo, o general Waheed Arshad, porta-voz das Forças Armadas paquistanesas, assegurou que os soldados dispararam apenas contra locais de onde estavam sendo atacados.   Moradores de aldeias nas proximidades de Mir Ali fugiram e muitos deles chegaram hoje a Miran Shah. "Oh, Deus! Mate aqueles que mataram nossos inocentes e nos deixaram sem ter onde morar", pediu Ahsan Ullah. Segundo ele, 300 pessoas abandonaram a região dos confrontos.

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