Soldados podem receber pena capital por morte de iraquianos

Um investigador do Exército dos Estados Unidos recomendou que quatro soldados sejam submetidos a uma corte marcial e que sejam condenados à morte caso sejam considerados culpados pelo assassinato de três iraquianos, publicou hoje o jornal "The Washington Post".Os soldados, que estão presos no Kuwait, mataram três detentos durante uma operação realizada em maio na região de Samarra.Os militares alegam que agiram em legítima defesa e que receberam ordens de matar todos os homens em idade militar que encontrassem no que supostamente era um campo de treinamento da rede terrorista Al Qaeda.O tenente-coronel James Daniel concluiu que o sargento Raymond Girouard e os soldados William Hunsaker e Corey Clagett planejaram os assassinatos e ameaçaram um soldado que testemunhou os fatos.Daniel pediu o indiciamento do soldado Juston Graber por assassinato, por ter atirado na cabeça de um dos detidos, como havia sido ordenado por Girouard.Dadas as circunstâncias agravantes, Daniel afirmou que o crime "merece uma condenação de morte", caso os acusados sejam considerados culpados.Com o relatório nas mãos, o general Thomas Turner, comandante da divisão à qual pertencem todos os soldados, deverá decidir se haverá uma corte marcial e se será aplicada a pena capital.A última execução de um soldado dos EUA aconteceu em 1961 em Fort Leavenworth (Kansas), quando John Bennett morreu enforcado por violação e tentativa de seqüestro, segundo o Centro de Informação sobre Pena de Morte, uma organização independente.Desde 1916, 135 soldados dos EUA foram condenados, de acordo com a mesma fonte.

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