Soldados poderão ter autorização para atirar de muro em Israel

O ministro de governo de Israel e líder do Partido Nacional-Religioso, Efraim Eitam-Fein, pediu hoje para que o muro em construção entre o Estado judeu e o norte da Cisjordânia esteja acompanhado por uma zona militar da qual soldados israelenses tenham autorização para abrir fogo. "Se os soldados da guarda não tiverem permissão para atirar contra quem se aproxime desta barreira, em pouco tempo (o muro) será sepultado, se transformará numa vergonha", disse Eitam-Fein. Hoje, o governo israelense aprovou por unanimidade o traçado do muro, que - com o propósito de impedir infiltrações terroristas - estará acompanhado por obstáculos físicos de todo tipo, incluindo fossas e muros de cimento. Comentando a construção, o ministro e chefe dos negociadores palestinos, Saeb Erekat, disse que "Israel quer transformar a Cisjordânia em uma gigantesca prisão". Em uma traçado inicial de 110 quilômetros, no norte da Cisjordânia, a barreira correrá seguindo a linha de demarcação em vigor antes da Guerra dos Seis Dias (1967), com exceção do assentamento cisjordano de Alfey Menashe - nordeste de Tel Aviv, onde vivem alguns milhares de colonos judeus - , que será "anexado" ao território israelense.

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