Soldados são despidos por multidão enfurecida na Índia

Militares são acusados por tentativa de estupro de jovem; Exército desmente

Agencia Estado

27 Junho 2007 | 14h41

Dois soldados indianos foram exibidos publicamente nus por suposta tentativa de estuprar uma menina indiana na parte da Caxemira administrada pela Índia, disse a polícia. Indignados com o suposto crime, moradores do vilarejo de Kunan, próximo à cidade de Bandipora, no norte do território, espancaram os soldados, despiram-nos e exibiram-nos pelo mercado da área. A polícia registrou a tentativa de estupro dos soldados, mas um porta-voz do Exército disse que as acusações eram falsas. Segundo o porta-voz, os moradores do vilarejo foram encorajados por "radicais". Segundo relatos, os moradores locais dizem que os dois soldados, vestidos à paisana, entraram à força em uma casa no vilarejo de Kunan na noite de terça-feira. Eles se apresentaram como militantes e pediram comida e abrigo à família. A Caxemira é dividida em duas partes, uma administrada pela Índia, a outra pelo Paquistão. ´Coletando inteligência´ Os relatos dizem que os soldados supostamente teriam tentado estuprar uma adolescente na casa. Quando a jovem pediu ajuda, os vizinhos correram para acudí-la, espancaram os soldados, despiram-nos, rasparam suas cabeças e espalharam fuligem em seus rostos. Os soldados foram carregados em um mercado local nus por uma multidão enfurecida, que também gritou palavras de ordem contra o Exército. A polícia usou gás lacrimogêneo e atirou para o ar para dispersar a multidão antes de prender os soldados. O porta-voz do Exército, coronel Manjinder Singh, disse que os soldados tinham ido ao vilarejo para coletar inteligência. Segundo Singh, alguns "radicais" fizeram alegações falsas contra eles, e incitaram os moradores. A Caxemira é dividida em duas partes, uma administrada pela Índia, a outra pelo Paquistão.

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