Soldados saqueiam palácio presidencial no Mali

Soldados saquearam o palácio presidencial do Mali nesta quinta-feira, horas após afirmarem que estavam tomando o controle de uma das poucas democracias estabelecidas da África ocidental. Há informações conflitantes sobre a localização do presidente Amadou Toumani Toure.

AE, Agência Estado

22 Março 2012 | 13h55

Disparos eram ouvidos nas ruas da capital e soldados retiravam aparelhos de televisão e outros objetos do palácio, depois do anúncio de um golpe de Estado, na televisão estatal. Uma autoridade informou que Toure foi levado em segurança para um acampamento militar, protegido por seus guardas de boinas vermelhas. Já um outro integrante do governo desmentiu a notícia, dizendo que o presidente não está na base citada.

Os amotinados disseram que estavam derrubando o governo por causa dá má condução dada ao caso de uma insurgência tuaregue no norte do país, iniciada em janeiro.

Fazem parte desse grupo insurgente combatentes que apoiaram Muamar Kadafi na Líbia e voltaram para casa fortemente armados quando ele foi derrubado. Dezenas de milhares de civis malineses fugiram da rebelião tuaregue, o que deu início a fortes críticas contra o governo.

Os líderes do golpe, que declararam a queda do presidente eleito, se autodenominaram Comitê Nacional para o Restabelecimento da Democracia e a Restauração do Estado. "O Comitê representa todos os elementos das Forças Armadas, forças de defesa e forças de segurança que decidiram assumir suas responsabilidades e encerrar o regime incompetente e repudiado de Amadou Toumani Toure", disseram eles em comunicado. "O objetivo do comitê não é, de forma alguma, confiscar o poder e nós juramos solenemente devolver o poder a um presidente eleito democraticamente assim que a unidade nacional e a integridade territorial forem estabelecidas."

A Casa Branca pediu a retomada imediata do governo constitucional no Mali. "Os Estados Unidos estão com o povo do Mali e com o governo legitimamente eleito do presidente Amadou Toumani Toure", diz comunicado divulgado pela assessoria de imprensa do presidente Barack Obama.

A França disse que estava suspendendo toda a cooperação governamental com o Mali, exceto ajuda humanitária e ações de contraterrorismo, além de advertir os franceses para evitarem o país até novas instruções. As informações são da Associated Press.

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