Soldados sírios tinham ordem para atirar em desarmados

Comandantes da Síria ordenaram que forças de segurança atirassem em manifestantes antirregime mesmo se eles estivessem desarmados, afirmou a ONG americana Human Rights Watch (HRW) num relatório, citando dissidentes do regime do presidente Bashar Assad.

CLARISSA MANGUEIRA, Agência Estado

09 de julho de 2011 | 18h04

De acordo com a ONG, sediada em Nova York, alguns dos desertores afirmaram que poderiam ter sido mortos se tivessem se recusado a obedecer as ordens. Um dissidente relatou ter visto um oficial militar matar dois soldados no sul da cidade de Deraa por esse motivo.

As afirmações foram feitas em um relatório que foi baseado em entrevistas com oito soldados e quatro membros dos órgãos de segurança que declaram ter participado de um tiroteio e ferido dezenas de manifestantes, bem como de detenções arbitrárias de centenas de pessoas.

O governo de Assad tem utilizado uma combinação de violência feroz e promessas de reforma para tentar subjugar um levante de 16 semanas contra o autoritário regime.

Segundo ativistas, 1.600 civis e 350 oficiais das forças de segurança morreram em quatro meses de violência no país.

A HRW disse que os entrevistados participaram da repressão do governo em Deraa, onde a revolta foi desencadeada, bem como em Izraa, Banias, Homs, Jisr al-Shughour, Aleppo e na capital Damasco. Segundo a ONG, os dissidentes foram entrevistados no Líbano, Jordânia e Turquia. As informações são da Associated Press.

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