Soldados uruguaios da ONU que abusaram de haitiano são presos

Marinheiros serão julgados pela Justiça Militar e Civil; jovem de 18 anos foi espancado e estuprado em 2010

REUTERS

19 Setembro 2011 | 09h35

MONTEVIDÉU - A Justiça militar do Uruguai processou e condenou à prisão os cinco soldados que abusaram de um jovem haitiano, pelos delitos de desobediência e omissão no serviço, informou nesta segunda-feira, 19, a mídia local. Eles foram postos à disposição da Justiça civil.

Os cinco marinheiros, integrantes da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), que é comandada pelo Brasil, chegaram na sexta-feira ao Uruguai e foram interrogados durante o fim de semana.

O juiz militar condenou os cinco na noite de domingo, sem especificar o número de anos de prisão para os soldados, de acordo com o diário uruguaio El País.

O procedimento segue as normas do Código Penal Militar para tais faltas e não se descarta que o Supremo Tribunal Militar possa ainda determinar a baixa dos cinco militares.

Ao mesmo tempo, a Justiça civil iniciará também um processo.

O haitiano Johnny Jean, de 18 anos, acusou quatro soldados uruguaios de espancá-lo e estuprá-lo em fins de agosto em uma base militar em Port Salut, no sul do Haiti, país pobre e devastado pelo terremoto do ano passado.

Um vídeo que incrimina os acusados, gravado pelo quinto soldado com a câmera de um telefone celular, mostra o homem sem as calças, sobre um colchão. Ele é segurado por dois marinheiros enquanto um outro, despido, se aproxima.

A ONU, o Haiti e o Uruguai, que se comprometeu a aplicar as penas correspondentes ao crime, iniciaram múltiplas investigações para determinar o ocorrido.

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