Solucionado mistério de assassinato na realeza espanhola

Por mais de 600 anos, os espanhóis acreditaram que o tio do príncipe Sancho de Castilla o envenenou para se tornar rei da Espanha, mas estudos do corpo mumificado do menino de sete anos mostraram que ele morreu de causas naturais. Uma das grandes lendas reais da Espanha pode ter sido colocada de lado por testes médicos que mostram que Sancho, filho do Rei Pedro I "o Cruel" de Castilla, e um sucessor ao trono, deve ter morrido em 1370 de uma infecção no pulmão. O exame do corpo do príncipe não encontrou nenhum sinal de arsênico, cianureto, mercúrio ou outro veneno que acreditava-se que seu tio, Enrique, teria usado para o matar, de acordo com o convento onde os restos do menino foram mantidos desde 1409. "Parece que o príncipe não foi envenenado ao final das contas", disse a Irmã Maria Jesus Galan do convento no sábado. O estudo realizado pela Universidade de Granada e pela unidade de patologia do Hospital Clinico de Barcelona descobriu que Sancho tinha os pulmões inflamados após exposição crônica a fumaça, provavelmente produzida por um incêndio. Enrique, o filho ilegítimo de Alfonso XI de Castilla, matou seu meio-irmão Pedro I na guerra civil da Castilla em 1369, e se tornou Rei Enrique I "o Bastardo" de Castilla.

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