Somali-americano é ratificado primeiro-ministro do país

O Parlamento da Somália ratificou neste domingo no cargo de primeiro-ministro um norte-americano de origem somali, mas vieram à tona dúvidas quanto à capacidade de Mohamed Abdullahi Mohamed conseguir melhorar a situação de um país assolado pela guerra e pelas ações de rebeldes islâmicos vinculados à rede extremista Al-Qaeda. A expectativa é de que Mohamed, que foi professor em uma escola comunitária em Nova York, nomeie nas próximas semanas os integrantes de seu futuro gabinete de governo.

AE, Agência Estado

31 de outubro de 2010 | 17h14

O governo somali controla somente uma pequena porção de Mogadiscio, a capital do país. Desde o início de 2004, o governo conseguiu escassos avanços, mas fora da capital seu poder é pouco ou nulo. A Somália não possui governo central há quase duas décadas.

"A Somália não é os Estados Unidos", disse à Associated Press Amina Mur, mãe de sete filhos, em referência ao período em que o atual primeiro-ministro viveu nos Estados Unidos. "Assim como muitos somalis que vieram do exterior, de países ocidentais, depois do colapso do governo em 1991 e que hoje são parlamentares ou autoridades, ele desconhece a difícil situação do país e não poderá liderar um gabinete eficaz no estabelecimento de um plano de segurança integral", opina ela, em tom pessimista.

Mohamed foi indicado para o posto de primeiro-ministro pelo presidente xeque Sharif Sheik Ahmed em 14 de outubro, mas a votação pelo Parlamento foi adiada em diversas ocasiões por falta de acordo entre o executivo e o legislativo sobre como realizar a votação.

O presidente queria voto por aclamação, enquanto os líderes do Parlamento defendiam o voto secreto. Hoje, por aclamação, os parlamentares somalis aprovaram o novo primeiro-ministro por 297 votos a favor e 92 contra. As informações são da Associated Press.

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