Somália é alvo em potencial, diz militar dos EUA

O comandante do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Richard Myers, disse hoje que a Somália é um alvo em potencial de uma ação militar norte-americana devido à conexão com o terrorismo, mas ele recusou-se a confirmar comentários de um oficial alemão dando conta que a nação do África Oriental será o próximo depois do Afeganistão. "Países que abrigam terroristas nos preocupam", afirmou Myers. "A Somália é um país em potencial, mas existem outros também".Um alto oficial da Alemanha, que pediu para não ser identificado, disse que não havia mais dúvida de que a organização Al-Qaeda seria caçada na Somália. A dúvida era apenas quando e como. Ao ser perguntado sobre o comentário, Myers afirmou: "Não vamos especular sobre qualquer próxima operação".Em Mogadíscio, o ministro dos Transportes Abdi Guled Mohamed disse que "não sabemos de nenhum terrorista na Somália". Ele disse também que o governo transitório somali já informou ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que está disposto a cooperar em sua guerra contra o terrorismo.Os Estados Unidos, no entanto, não reconhecem o governo transitório da Somália, liderado por Abdiqasim Salat Hassan. "Nós do governo americano não reconhecemos qualquer governo ou qualquer outro tipo de administração na Somália", afirmou, em Mogadíscio, o diplomata norte-americano Glen Warren.Em Washington, um porta-voz do Pentágono disse duvidar das notícias alemãs indicando que a Somália será o próximo alvo da campanha antiterrorismo. "Posso quase garantir que o secretário (Rumsfeld) não indicou (na reunião da Otan) qual será o próximo país - se houver um próximo país", afirmou o porta-voz Richard McGraw.Num encontro terça-feira de ministros da Defesa da Otan, o secretário americano Donald Rumsfeld mencionou o Iêmen e o Sudão como países suspeitos de apoiarem o terrorismo. Oficiais dos EUA têm dito que Washington está preocupado que a falta de uma autoridade central na Somália torne o país atrativo para bases terroristas. E o Iraque também tem sido identificado por Bush e outras altas autoridades norte-americanas como um alvo em potencial.Leia o especial

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