Somália e Iraque estão entre os Estados mais fracos do mundo

A Somália, o Afeganistão, aRepública Democrática do Congo e o Iraque são os Estados maisfragilizados do mundo, segundo um índice sobre a questãodivulgado na terça-feira por dois grupos de pesquisa dosEstados Unidos. O Instituto Brookings e o Centro para o DesenvolvimentoGlobal classificaram 141 países em desenvolvimento de acordocom seu desempenho em quatro áreas principais --economia,política, segurança e bem-estar social. Usando esses indicadores, a Somália, o Afeganistão, aRepública Democrática do Congo lideraram a lista e foramclassificados como "Estados falidos." A seguir vieram o Iraque,o Burundi, o Sudão, a República Centro-Africana, o Zimbábue, aLibéria e a Costa do Marfim. "Em vista do papel que os Estados fracos podem desempenharna qualidade de incubadores e terrenos férteis para ameaçastransnacionais de segurança, investir na capacidade dos Estadosde atuar deveria representar uma prioridade mais alta para apolítica externa dos EUA", disse o relatório. Um Estado fraco é definido como aquele que não tem acapacidade de criar e manter instituições políticas, proteger apopulação de conflitos violentos, controlar seus territórios ousatisfazer as necessidades básicas da população. Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 contra os EUA,estudos indicaram que os Estados fracos ameaçavam a segurançamundial. O atual governo norte-americano, comandado pelopresidente George W. Bush, afirmou que tratar desse problemaseria uma prioridade nacional a partir de então. No entanto, Susan Rice, do Instituto Brookings, co-autorado índice, disse não ter havido esforços suficientes voltadospara essa questão, em especial na África subsaariana, ondeestão localizados os Estados mais criticamente fragilizados. "Apesar de todos os discursos surgidos depois do 11 desetembro, o governo norte-americano ainda não adotou o tipo depostura coerente apto a fortalecer a capacidade de atuação dosEstados fracos", disse à Reuters a especialista, que também éassessora de Barack Obama, pré-candidato à Presidência dos EUApelo Partido Democrata. Um porta-voz da Casa Branca discordou. "Esse relatórioignora o comprometimento substancial realizado pelo presidenteBush no sentido de ajudar os países, especialmente os da Áfricasubsaariana, a recuperarem-se de anos de violência einstabilidade", disse Gordon Johndroe, porta-voz do ConselhoNacional de Segurança da Casa Branca. "Apesar de haver, claramente, muito a ser feito, paísescomo a Libéria, visitada há pouco tempo pelo presidente,caminham na direção correta e isso graças à ajuda fornecidapelo presidente Bush e pelo povo norte-americano", afirmou. O relatório incluiu uma "lista de alerta" com países quedeveriam ser monitorados por causa de sua fraqueza acentuada.Entre esses incluem-se a Síria, a Argélia, as Filipinas, Cuba eo Paraguai, mas também a Rússia, que ficou na 65a posiçãogeral, bem como a Índia, na 67a, e a China, na 74a. "Temos de abandonar o hábito de pressupormos que os Estadosque passamos a ver como potências em ascensão -- a China, aRússia e a Índia -- são todos Estados fortes", afirmou Rice. Segundo o relatório, há uma relação direta entre a misériae a fraqueza dos Estados. Os países desenvolvidos deveriam darmais prioridade aos programas de combate à pobreza. "A pobreza alimenta e perpetua os conflitos civis, o quereduz pronta e dramaticamente a capacidade de atuação doEstado. Ainda assim, o governo Bush não possui quaisquerestratégias amplas para enfrentar a pobreza nos ambientesinstitucionais mais problemáticos do mundo", diz o relatório. O documento também defendeu que a ajuda para os Estadosfracos seja mais bem direcionada para dar ênfase à melhoria dasegurança. (Tradução Redação São Paulo, 5511 5644-7745) REUTERS CP

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