Omar Faruk/Reuters
Omar Faruk/Reuters

Somália lança operação de segurança após ataque que matou 35

Comando formado por nove suicidas invadiu o principal complexo judiciário de Mogadiscio no domingo

Agência Estado

15 de abril de 2013 | 09h41

MOGADISCIO - A polícia da Somália lançou uma grande operação de segurança nesta segunda-feira, 15, após um ataque suicida no dia anterior ter deixado pelo menos 35 mortos. Os policiais buscam explosivos e armas na capital, Mogadiscio.

"Há uma enorme operação de segurança sendo realizada em Mogadiscio", disse o policial Mohamed Hassan. "Até agora mais de 400 pessoas foram detidas. A operação tem como objetivo combater a insegurança."

No domingo, um comando formado por nove suicidas invadiu o principal complexo judiciário de Mogadiscio.O grupo militante Al-Shabab, ligado à Al-Qaeda, assumiu a autoria do ataque. Segundo a polícia, todos morreram durante o ataque.

"Todos os veículos que se movem na cidade são alvo de revista e os passageiros têm sido temporariamente detidos para interrogatório", informou Hassan. As forças de segurança estabeleceram bloqueios nas ruas da cidade.

Dahir Amin Jesow, parlamentar somali que lidera o comitê de segurança, declarou nesta segunda-feira que o número de mortos do ataque ao complexo judiciário e de um carro-bomba pode subir ainda mais, em razão do número de pessoas gravemente feridas.

Os islamitas do Al-Shabab controlavam a maior parte da capital costeira até abandonarem posições fixas em agosto de 2011. Mas o grupo extremista tem, desde então, realizado uma série de ataques contra o governo, que tem o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

Uma ofensiva militar regional tem forçado muitos combatentes do Shebab a sair de várias cidades, mas eles têm feito uso de táticas de guerrilha e realizado uma série de ataques com bombas em Mogadiscio.

Porém, a escala e a audácia do último ataque, no coração do quarteirão administrativo, altamente vigiado, deixou muitas pessoas chocadas. "Ninguém pensava que o Al-Shabab poderia atacar o coração do governo, mas isso aconteceu e foi realmente um ataque terrível. Foi realmente muito difícil lutar contra alguém que não teme a dor ou a morte", disse Muktar Isa, que mora na cidade.

A área ao redor do tribunal continuava isolada nesta segunda-feira, e forças de segurança permaneciam no local.

As informações são da Dow Jones e da Associated Press

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