Somália pede ajuda contra possível ataque dos EUA

O governo da Somália solicitou a intervenção da Itália para que seu país não seja atacado. O país - situado na região conhecida como Chifre da África - figura agora como a provável segunda frente da guerra empreendida pelos Estados Unidos contra o terrorismo, que há alguns dias parece ter deixado de lado o Iraque e voltado sua atenção para a Somália.O primeiro-ministro do governo de transição somali, Hassan Abshir Farah, pediu à Itália que entre em ação para que o país não seja atacado no marco da ampliação da guerra norte-americana contra o terrorismo.Em Washington, sinais permitem interpretações contraditórias com relação ao novo alvo dos Estados Unidos. Em primeiro lugar, após uma missão do governo norte-americano enviada à Somália ter sido observada como uma visita para individualizar "objetivos terroristas", o secretário de Defesa dos EUA, Donald H. Rumsfeld, interveio hoje colocando panos quentes."A Somália aparece numa lista de seis ou sete países (suspeitos de favorecer o terrorismo e conhecidos como ´Estados párias´, segundo a linguagem política norte-americana). Mas não há nada a dizer ou a decidir hoje sobre a Somália", declarou.Nos Estados Unidos, suspeita-se que Osama bin Laden tenha escapado do labirinto de cavernas subterrâneas de Tora Bora, conseguindo embarcar e refugiar-se na Somália, circunstância que teria provocado a mudança de alvo do Iraque para este país africano.Sobre a missão enviada segunda-feira a Baidoa, 240 quilômetros ao sudeste da capital Mogadiscio, ninguém quis fazer comentários em Washington. O porta-voz da CIA (serviço secreto norte-americano) Bill Harlow, negou-se a informar exatamente qual era o objetivo da missão."Nós mencionamos a Somália, mas o fazemos por motivos óbvios", disse Paul Wolfowitz, vice de Rumsfeld, ressaltando a forma como o país "está virtualmente privado de governo, um país no qual seguramente já existe a presença da Al-Qaeda".Muitos seguidores em fuga do Taleban poderiam tentar refúgio na Somália. A Marinha norte-americana, auxiliada por unidades francesas, britânicas, italianas, canadenses e australianas, encontra-se no Mar da Arábia e no Oceano Índico com a clara intenção de interceptá-los a bordo de embarcações, possivelmente paquistanesas.Uma média de 30 a 40 barcos de distintas tonelagens é interceptada diariamente, sendo que algumas embarcações são investigadas a fundo. Porém, até o momento, nenhum barco foi detido.Leia o especial

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