Somália terá lei marcial após saída de milícias islâmicas

O primeiro-ministro da Somália, Ali Mohamad Gedi, disse que o Parlamento vai declarar um período de lei marcial para manter o controle do país depois que tropas do governo e etíopes tomaram a capital das milícias islâmicas. A queda das milícias aconteceu depois de uma ofensiva de 10 dias de forças aliadas e do governo para retomar o território tomado pelo Conselho das Cortes Islâmicas da Somália (SICC) desde junho. Enquanto Gedi comemorava na quinta-feira o retorno à sua vila natal nas cercanias de Mogadíscio pela primeira vez desde 2002, ele admitiu que o país está longe da estabilidade. "Este país passou pela anarquia e, para retomar a segurança, precisamos de mão forte, especialmente com as milícias independentes", disse ele sobre o país, que não tem um governo efetivo desde a derrubada em 1991 de um ditador. Gedi disse a repórteres em Mundul Sharey, uma vila 40 km a sudoeste de Mogadíscio, que o Parlamento vai declarar uma lei marcial no sábado por um período de três meses. A saída das milícias islâmicas marcou uma reviravolta dramática no país depois que elas se espalharam pelo sul impondo a sharia (lei de inspiração islâmica) e confinando o governo interino à sua base em Baidoa até menos de duas semanas atrás.

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