Somente a ONU pode aprovar o uso da força, diz Vaticano

O recurso à força contra o Iraque, segundo a Santa Sé, só é possível com mandado da ONU e só depois de se ter avaliado as conseqüências sobre apopulação, sobre os países da região e sobre o cenário mundial."Se não fosse assim, se imporia somente a lei do mais forte", sustentou o encarregado de Relações Exteriores do Vaticano, Jean Louis Tauran, em uma entrevista que será publicada amanhã no Avvenire, jornal próximo à Conferência Episcopal italiana, que antecipou o texto.Tauran expõe a posição do Vaticano no âmbito de uma avaliação do ano transcorrido desde 11 de setembro passado. Recorda que a Santa Sé considera que, de qualquer modo, deve-se sempre preferir o diálogo. Quanto ao ano tanscorrido desde o 11 de setembro, "essa abominável ação - afirma Tauran - suscitou a condenação universal do terrorismo, incitou os juristas a definirem melhor o terror e impusionou os responsáveis da sociedade a examinar as causas dessa desumana violência"."É certo- acrescenta Tauran - que os culpados devem ser castigados e colocados em situação de não causarem mais danos. Mas devemos estar atentos para não confundir justiça com vingança e para evitar que populações inteiras paguem pelacrueldade dos responsáveis pelos atentados".

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