Sonda perfuradora chega a galerias onde mineiros estão presos

Equipamento fará caminho inverso alargando escavação para retirada de operários

Associated Press

17 de setembro de 2010 | 13h03

 

SANTIAGO - O governo do Chile anunciou nesta sexta-feira, 17, que uma das sondas que perfura o solo para resgatar 33 mineiros presos em uma mina desde 5 de agosto no norte do país atingiu as galerias onde os operários se refugiam.

 

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A governadora da região do Atacama, Ximena Matas, disse que a perfuradora T-130 chegou à profundidade do local onde os mineiros estão presos. A sonda agora terá uma peça trocada para que faça o caminho de volta até a superfície, alargando a escavação para que os operários sejam resgatados.

 

O ministro chileno de Mineração, Laurence Golborne, comentou o avanço das escavações e comemorou o fato de que o resgate pode ocorrer antes do prazo previsto. "Estamos indo um pouco melhor que o esperado", disse. "O prazo que tínhamos estipulado considera circunstâncias que tem sido menores que o previsto e até agora estamos adiantados ao plano", completou.

 

Golborne ainda afirmou que a abertura de 30 centímetros feita na mina será agora alargada para até 66 centímetros, tamanho necessário para que os mineiros sejam resgatados. A peça que perfura o solo será trocada e começará a alargar a passagem, um processo que deve durar seis semanas.

 

Outras duas sondas são usadas no resgate dos mineiros, que comoveu todo o país sul-americano. Uma se encontra a 400 metros de profundidade, enquanto a outra, usada em atividades petroleiras, deve começar a operar neste fim de semana.

 

Quando os mineiros foram descobertos com vida, o governo se mobilizou e informou que o resgate poderia ser efetuado em quatro meses. Na quinta, porém, as autoridades informaram que eles podem ser retirados da jazida de ouro e cobre em Copiapó em novembro.

 

Os mineiros sobreviveram os primeiros dias na mina racionando a pouca comida e a água que tinham. Após serem descobertos, o governo passou a enviar mantimentos e a acompanhar a situação psicológica deles para mantê-los saudáveis até o resgate.

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