Sonho do casal era mudar de vida, diz família

A mãe do paraense Edilsimar Junior Faustino da Silva, de 23 anos, assassinado com sua esposa, Natane Amaral da Silva, de 22, por narcotraficantes mexicanos quando tentava ingressar ilegalmente nos Estados Unidos, encontrou razões para o mal pressentimento que vinha tendo sobre o destino do filho.

Carlos Mendes ESPECIAL PARA O ESTADO BELÉM, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2010 | 00h00

Vera Lúcia Faustina da Silva parecia conformada quando a Polícia Federal lhe informou ontem que as impressões digitais e odontológicas eram mesmo do casal. "No dia em que ele viajou, eu sabia que não voltaria mais. Não sei dizer direito, mas senti uma coisa estranha", contou ela ao Estado.

Reação oposta teve a família da esposa de Edilsimar. Ao saber pela PF que Natane estava entre os brasileiros mortos, sua mãe, Ruthléia Amaral Silva, desmaiou e teve de ser socorrida por familiares. Ela foi levada para o hospital municipal de Rondon do Pará, perto de Marabá, onde o casal morava.

O pai da jovem, Vilewalter Silva, também passou mal e precisou de atendimento médico. Ele ainda se recupera de um derrame cerebral e se locomove com muita dificuldade pela casa.

Para aumentar a tragédia da família, em Rondon do Pará o casal deixou uma filha de 11 meses, que está agora sob os cuidados de parentes. De acordo com os pais de Edilsimar e Natane, o casal tinha partido para tentar a sorte nos Estados Unidos e mudar de vida.

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