Sortu, novo partido basco, não pede dissolução do ETA

Os integrantes do Sortu, o novo partido que tem em seu projeto a independência do País Basco, evitaram pedir a dissolução e o abandono definitivo das armas por parte do ETA, embora insistam que renegam toda forma de violência, o que inclui a organização separatista. Hoje, cinco representantes do novo partido registraram os estatutos do Sortu ("criar" ou "nascer" em basco) na sede do Ministério do Interior, em Madri.

AE, Agência Estado

09 de fevereiro de 2011 | 15h05

Um dos porta-vozes da agremiação, Iñaki Zabaleta, afirmou mais tarde, em conversa com jornalistas, que o Sortu é um partido democrático que busca a independência do País Basco por vias pacíficas e que de forma alguma é um sucessor do Batasuna, proscrito em 2003 por seus vínculos com o ETA. Mas Zabaleta se esquivou da pergunta de um jornalista sobre se o Sortu está disposto a exigir a dissolução do ETA.

"Nós temos dito que o Sortu é um projeto novo, que nasce da uma ruptura com o passado, que renega, rechaça qualquer tipo de violência. Esta é a nossa resposta". A criação do Sortu, anunciada na última segunda-feira, pressupõe um passo significativo nos movimentos do ETA, que em setembro declarou uma trégua unilateral e em janeiro ampliou a declaração para "cessar-fogo permanente, geral e verificável" pela comunidade internacional, mas não mencionou o abandono das armas.

Apesar disso, o governo espanhol afirmou que enviará os estatutos para a Promotoria Geral do Estado para verificar se cumprem ou não a legislação espanhola, que exige uma condenação expressa a qualquer tipo de violência. Se a promotoria impugnar o pedido, a sala especial do Supremo Tribunal decidirá se o Sortu cumpre os requisitos legais como partido político. As informações são da Associated Press.

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