Soterrados no Tibete têm pouca chance de sobrevivência

Autoridades do Tibete disseram neste domingo que são mínimas as chances de encontrar qualquer sobrevivente, dois dias após um gigantesco deslizamento de terra soterrar 83 mineiros perto de uma mina de cobre no Tibete. Os socorristas já encontraram 13 corpos de trabalhadores e as buscas continuam.

Agência Estado

31 de março de 2013 | 18h21

O deslizamento de terra ocorrido na sexta-feira evidencia a intensa atividade mineradora na região de montanhas chinesas do Tibete e eleva os questionamentos sobre se essas atividades não estão sendo excessivas e destruindo o frágil ecossistema da região.

Os trabalhadores foram soterrados quando lama, pedras e escombros deslizaram sobre a mina localizada na Vila de Gyama no Estado de Maizhokunggar e cobriram toda uma área de torno de 4 quilômetros, cerca de 70 quilômetros ao leste da capital da região, Lhasa.

Os mineradores trabalhavam para a Huatailong Mining Development, subsidiária da China

National Gold Group Corp., um empreendimento do governo e maior produtora de ouro do país.

Pequim diz que as causas do acidente ainda não estão totalmente esclarecidas, embora a mídia estatal diga que o deslizamento foi resultado de "um desastre natural", sem fornecer mais especificações.

O governo chinês vem estimulando as mineradoras e outras indústrias a investirem no isolado Tibete como um caminho para promover seu crescimento econômico e elevar o nível de vida da população. A região é abundante em cobre, cromo e bauxita e outros metais preciosos. As informações são da Associated Press.

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