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Spitzer impôs duplo estrago a Hillary Clinton

Na qualidade de apoiador, o governador democrata de Nova York, Eliot Spitzer, certamente não fez nenhum favor à senadora Hillary Clinton. Afinal de contas, foi Spitzer quem provocou a derrapada que a colocou aonde ela está hoje, atrás na corrida para a nomeação como candidata democrata à presidência. Num debate ocorrido no final de outubro, ela tropeçou numa pergunta sobre a proposta de Spitzer de conceder carteira de habilitação aos imigrantes ilegais, acabando com dez meses de um domínio inquestionável na corrida para a nomeação. Agora, o envolvimento de Spitzer com uma rede de prostituição trouxe de volta lembranças nada úteis à campanha das travessuras amorosas do seu próprio marido quando ocupava o cargo. Mais uma vez, surgiram na TV imagens de Bill Clinton abraçando Monica Lewinsky. E a imagem da esposa de Spitzer de pé ao lado do marido com uma expressão pesarosa não pode deixar de trazer à memória alguns dos momentos de "apoio-ao-seu-homem" da própria Hillary. Certamente não era isso que o estrategistas de Hillary tinham mapeado para a campanha. Eles querem que os eleitores pensem em quem está mais apto a enfrentar uma crise na Casa Branca e não em termos de aonde estaria um marido infiel rodando pela cidade para encontrar prostitutas. GOZAÇÃO NA TVÉ claro que os comediantes dos programas de TV não perderam tempo em relacionar o caso Spitzer com os Clintons. Na noite de terça-feira, Jay Leno brincou que o escândalo Spitzer "significa que Hillary Clinton é agora apenas a segundo mulher mais furiosa no Estado de Nova York". David Letterman apresentou uma lista de dez desculpas que Spitzer podia usar, incluindo a Nº1: "Pensei que Bill Clinton tivesse legalizado isso anos atrás." Hillary foi indagada sobre o caso e, previsivelmente, evitou fazer comentários. "Obviamente, desejo o melhor para o governador e sua família", disse. Mas dificilmente esta terá sido a última vez que lhe perguntaram algo sobre o caso.

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