Sri Lanka conclui operações de combate, mas nega acesso a civis

O governo do Sri Lanka disse ontem que as operações de combate contra a guerrilha Tigres de Libertação do Eelam Tâmil (LTTE, na sigla em inglês) "estão concluídas" e anunciou que o Exército recebeu ordens de não utilizar armamento pesado nem bombardeios aéreos para evitar baixas civis. "Nós nos limitaremos em resgatar os civis reféns", disse ontem um comunicado do Ministério da Defesa.O governo, porém, negou à ONU acesso aos 50 mil pessoas que estão encurraladas em uma estreita faixa de 10 quilômetros quadrados, onde civis e combatentes se misturam. Os rebeldes acusam o governo de matar civis indiscriminadamente. As forças cingalesas respondem às acusações dizendo que os guerrilheiros usam os civis como escudos humanos. Chanceleres da União Europeia pedem há dias que o Sri Lanka decrete um cessar-fogo que permita a retirada dos civis, mas o governo se nega a paralisar a ofensiva, que pretende pôr fim a um dos conflitos mais antigos do planeta.O LTTE luta desde 1976 pela independência dos tâmeis, etnia que compõe 18% da população. O conflito já provocou a morte de cerca de 70 mil pessoas. Desde janeiro, segundo a ONU, 6.500 civis morreram na guerra civil, uma média de 70 mortes por dia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.