Sri Lanka proíbe manifestações que incitam o ódio

A polícia do Sri Lanka anunciou no domingo a proibição a manifestações incitando o ódio religioso e o ódio comum, uma semana após um grupo budista atacar a minoria muçulmana em um ato que foi condenado pela comunidade internacional. O episódio resultou em três mortes e mais de 50 feridos.

AE, Agência Estado

23 de junho de 2014 | 02h13

O porta-voz da polícia Ajith Rohana explicou que demonstrações religiosas ou procissões serão permitidas, mas não aquelas que incitarem o ódio.

O Sri Lanka ainda é muito dividido pela guerra civil de 1983 a 2009, entre a maioria budista de cingaleses e os rebeldes étnicos tâmeis, que em sua maioria são de origem hindu. No entanto, a violência entre budistas e muçulmanos tem sido rara.

A Organização das Nações Unidas (ONU), a União Europeia e os EUA demonstraram preocupação com a violência e insistiram que o governo proteja as minorias religiosas.

No domingo, um grupo liderado pelo Bodu Bala Sena, que pode ser traduzido como Força do Poder Budista, lançou bombas de gasolina e saqueou casas e negócios de muçulmanos no distrito de Kaluatara, ao sul da capital. O secretário-geral do grupo, Galagoda Atte Gnanasara, disse a repórteres que os budistas estavam irritados por causa de um suposto ataque ao motorista de um monge budista. Fonte: Associated Press.

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