Sri Lanka promete 'resgatar' civis da zona de guerra em 48h

Estima-se que 50 mil pessoas estão presas em área da ofensiva; rebeldes negam usá-los como escudo humano

Efe e Associated Press,

15 de maio de 2009 | 08h06

O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, assegurou que o Exército cingalês vai "resgatar" todos os civis em território sob controle da guerrilha tâmil em "48 horas", informou uma fonte oficial. As Nações Unidas acreditam que cerca de 50 mil civis estão apanhados em precárias condições humanitárias nas últimas áreas controladas pela guerrilha, que os utiliza como escudos humanos.

 

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Rajapaksa fez a promessa a um grupo de residentes cingaleses na capital da Jordânia, Amã, onde se encontra em visita oficial. Na quinta-feira, mais de 3.300 civis foram resgatados pelo Exército do Sri Lanka na pequena faixa litorânea de 4,5 quilômetros quadrados onde permanece cercada a guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).

 

 

Em comunicado, o Ministério da Defesa cingalês informou também que as tropas começaram a avançar pela costa até chegar ao casco de um cargueiro jordaniano encalhado que era usado pela guerrilha para colocar mergulhadores.

 

A precária situação humanitária dos civis levou na quarta-feira o Conselho de Segurança da ONU a pedir ao governo do Sri Lanka que respeite seu compromisso de suspender o bombardeio com artilharia pesada contra o reduto da guerrilha tâmil.

 

O número de feridos não para de crescer. Os ataques a um precário centro médico nesta semana mataram aproximadamente cem pessoas, segundo um funcionário que falou sob condição de anonimato. Na semana passada, morreram aproximadamente mil pessoas na estreita zona de guerra.

 

O LTTE nega as acusações de que impeça a saída dos civis, usando-os como escudos humanos, e atire nos que tentam fugir. O governo encurralou o grupo, que desde 1983 luta por um território independente para a minoria tâmil, marginalizada pela maioria cingalesa no país.

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