Sri Lanka suspende ofensivas contra rebeldes por 2 dias

O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, ordenou hoje a suspensão por dois dias das ofensivas contra os rebeldes do Tamil Tiger para possibilitar que milhares de civis deixem a zona de guerra. As forças armadas do país devem se concentrar apenas em operações restritas durante as comemorações do Ano Novo no país (que ocorre entre os dias 13 e 14 de abril), de acordo com o presidente, que pediu mais um vez para que os rebeldes "reconheçam sua derrota militar, entreguem as armas e se rendam".

AP-AE, Agencia Estado

12 de abril de 2009 | 11h40

Rajapaksa também pediu pelo aumento da pressão internacional para a proteção dos civis presos com os guerrilheiros na zona "de segurança" declarada pelo governo, que mede apenas 20 quilômetros quadrados. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 100 mil civis estão presos na zona de guerra com dezenas morrendo todos os dias. O governo e grupos de ajuda acusam os rebeldes de usar civis como escudos humanos e tem pedido por sua libertação. Os rebeldes e grupos de direitos humanos, por sua vez, afirmam que os militares estão atirando na zona de segurança - acusação que os militares negam.

As forças do governo dizem que estão perto de colocar um fim ao conflito separatista que já dura 25 anos. Eles já haviam rejeitado anteriormente o pedido por uma trégua oficial no conflito, para permitir que os civis deixassem a região. Não foi possível contactar os insurgentes para comentar o assunto. Enquanto isso, soldados mataram oito rebeldes em ataques de atiradores de elite nos arredores da zona de segurança, segundo o porta-voz dos militares Udaya Anayakkara. Os rebeldes do Tamil Tiger lutam para criar uma nação independente para a minoria étnica dos Tamils, que são marginalizados a décadas por sucessivos governos controlados pela etnia Sinhalese. Mais de 70 mil pessoas já foram mortas em decorrência do conflito. As informações são da Associated Press.

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