Sri Lanka vai liberar 136 mil refugiados tâmeis

O Sri Lanka vai libertar no próximo mês os 136 mil refugiados tâmeis remanescentes que ainda estão detidos nos campos do governo desde que a guerra civil do país acabou há seis meses, informou Basil Rajapaksa, irmão e assessor do presidente, Mahinda Rajapaksa.

AE, Agencia Estado

21 Novembro 2009 | 14h08

Cerca de 300 mil refugiados de guerra foram levados à força aos campos, após fugirem nos meses finais da guerra entre o governo e os rebeldes separatistas Tigres do Tâmil, terminada em maio após 25 anos de combate.

Mais da metade dos refugiados foram liberados nos últimos meses, em meio a pressões de grupos de direitos humanos e governos estrangeiros. As autoridades dizem que cerca de 136 mil pessoas permanecem detidas nos campos, que são guardados por soldados e cercados com arame farpado.

Rajapaksa disse neste sábado que os refugiados serão liberados para retornar às suas vilas depois de 1 de dezembro, e os campos serão completamente fechados até 31 de janeiro. O anúncio foi feito dois dias depois de o chefe de ajuda humanitária das Nações Unidas, John Holmes, ter pressionado o Sri Lanka para permitir que os refugiados de guerra saíssem.

O Sri Lanka prometeu em setembro na ONU que todos os civis seriam enviados para suas casas até o final de janeiro. Grupos de direitos humanos dizem que a detenção é uma forma ilegal de punição coletiva para o grupo étnico. O acesso aos campos é fortemente restrito.

O governo alega que os tâmeis precisam ser investigados em busca de alianças com rebeldes e possíveis minas nos vilarejos dos detidos precisam ser retiradas antes que os campos possam ser fechados. No sábado, Rajapaksa disse que o Exército recebeu luz verde para liberar os detentos, uma vez que não há ameaças de segurança. Segundo ele, os detentos podem se estabelecer em áreas livres de minas. As informações são da Associated Press.

Mais conteúdo sobre:
Sri Lanka libertação

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.