J Scott Applewhite/AP
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Steve Bannon é indiciado por se recusar a testemunhar em investigação sobre ataque ao Capitólio

Conselheiro de Trump pode pegar entre 30 dias e um ano de prisão para cada acusação e será julgado em um tribunal federal

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2021 | 19h50

Steve Bannon, que era assessor próximo do ex-presidente dos EUA Donald Trump, foi indiciado nesta sexta-feira, 12, por se recusar a testemunhar perante o comitê do Congresso que investiga o ataque de 6 de janeiro ao Capitólio americano, anunciou o Departamento de Justiça.

O ex-conselheiro, de 67 anos, foi processado por se recusar a depor e apresentar documentos à comissão especial da Câmara dos Deputados que investiga o papel do ex-presidente republicano no ataque de seus apoiadores à sede do Congresso.

Apesar de ter sido intimado em meados de outubro, Bannon não se apresentou, invocando o direito dos presidentes dos Estados Unidos de manter certos documentos e discussões confidenciais.

Mas, de acordo com a comissão, essa proteção não se aplica porque Trump não é mais presidente e nunca usou oficialmente esse privilégio do Executivo.

Bannon foi um dos artífices da vitoriosa campanha presidencial do candidato republicano em 2016, antes de cair em desgraça.

Ele não exerceu funções oficiais em 6 de janeiro, mas aparentemente discutiu o protesto com o presidente nos dias anteriores, segundo a comissão de inquérito.

Ele pode pegar entre 30 dias e um ano de prisão para cada acusação e será julgado em um tribunal federal.

A batalha legal ainda pode durar meses ou anos, o que pode prejudicar a investigação.

Outro conhecido de Trump, seu ex-chefe de gabinete Mark Meadows, também rejeitou uma intimação na sexta-feira para comparecer à comissão de inquérito, formada majoritariamente por democratas.  

A defesa de Meadows invocou uma decisão do tribunal anunciada na quinta-feira, suspendendo temporariamente a transmissão de documentos internos da Casa Branca à comissão até 30 de novembro.

A comissão de inquérito respondeu em um comunicado que o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já havia autorizado a divulgação dos documentos e que Meadows, portanto, tinha a obrigação de testemunhar, alertando o ex-chefe de gabinete que ele também poderia estar desacatando o Congresso. /AFP

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