Jim Lo Scalzo/EFE
Jim Lo Scalzo/EFE

Ex-assessor de Trump se recusa a falar no Congresso sobre vínculos com a Rússia

Steve Bannon recorreu à chamada 'prerrogativa presidencial', recurso que permite ao presidente e a alguns membros do Executivo não divulgar determinadas informações à Justiça

O Estado de S.Paulo

17 Janeiro 2018 | 04h12
Atualizado 17 Janeiro 2018 | 09h23

WASHINGTON - Steve Bannon, ex-assessor do presidente americano Donald Trump, se negou na terça-feira 16 a responder as diversas perguntas dos legisladores sobre os vínculos entre a campanha eleitoral do republicano e a Rússia. Ele foi interrogado por mais de sete horas pela Comissão de Inteligência da Câmara dos Deputados.

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Amplamente descrito como figura importante da campanha e do início da presidência Trump antes de renunciar, em agosto, como chefe de estratégia da Casa Branca, Bannon se negou a responder várias perguntas. Ele recorreu à "prerrogativa presidencial", que permite ao presidente e a alguns membros do Executivo não divulgar determinadas informações ao Congresso ou à Justiça.

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"Tudo o que aconteceu enquanto Steve Bannon estava na Casa Branca ou durante sua transição, todas essas comunicações estão fora de nosso alcance. Há muitas perguntas das quais não obtivemos resposta em razão dessa nova teoria da prerrogativa presidencial", disse à emissora CNN Jim Himes, membro democrata da Comissão.

A negativa de Bannon de responder levou o titular da Comissão, o republicano Devin Nunes, a emitir uma convocação judicial para obrigá-lo a cooperar sob o risco de ser declarado desacato ao Congresso.

O papel do ex-assessor na campanha eleitoral e na Casa Branca poderia oferecer detalhes cruciais para a Comissão, que investiga os contatos entre Trump e seus conselheiros com representantes russos durante a corrida presidencial de 2016. Essa e outras comissões do Congresso investigam uma suposta ligação da campanha do magnata com Moscou para prejudicar a candidatura da então rival democrata, Hillary Clinton.

Paralelamente, Robert Mueller foi designado como procurador especial do Departamento de Justiça para liderar uma investigação, na qual citou Bannon. As apurações já deram origem a várias acusações, incluindo a de Paul Manafort, ex-diretor de campanha de Trump.

Bannon, de 64 anos, antigo confidente do presidente, foi um personagem poderoso na campanha eleitoral e no governo durante os primeiros meses, defendendo um nacionalismo de linha dura e abalando a política nacional e internacional dos EUA. / AFP

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