Stoltenberg diz que ataques não intimidarão noruegueses

O primeiro-ministro Jens Stoltenberg prometeu nesta quarta-feira que os dois ataques que chocaram o país não vão intimidar a Noruega e que seus habitantes vão lutar por "mais democracia". Os noruegueses vão se defender ao mostrar que não estão com medo da violência e com uma participação maior na política, disse ele aos jornalistas.

AE, Agência Estado

27 de julho de 2011 | 12h28

"É absolutamente possível ter uma sociedade aberta, democrática, inclusiva e ao mesmo tempo ter medidas de segurança e não ser ingênuo", disse ele. Stoltenberg destacou seu compromisso com a abertura, defendendo a liberdade de pensamento, mesmo se isso incluir visões extremistas como as do homem de 32 anos que confessou os ataques de sexta-feira, nos quais pelo menos 76 pessoas morreram.

"Nós queremos ser muito claros para distinguir entre visões e opiniões extremas, que são completamente legais e legítimas. O que não é legítimo é tentar implementar essas visões extremas usando a violência, disse ele. "Eu acho que o que vemos é que haverá uma Noruega antes e um Noruega posterior ao 22 de julho", disse ele. "Mas eu espero e também acredito que a Noruega que teremos depois será uma sociedade mais aberta e tolerante do que tínhamos antes."

O governo da Dinamarca informou nesta quarta-feira que uma dinamarquesa de 43 anos, Hanne Balch Fjalestad, morreu no ataque realizado na ilha de Utoya, o que faz dela a primeira vítima estrangeira confirmada dos ataques. Ela trabalhava como atendente de primeiros socorros durante o acampamento do Partido Trabalhista. Ela deixa quatro filhos, dentre eles Anna, de 20 anos, que sobreviveu ao massacre.

Anders Behring Breivik confessou a autoria dos ataques, dizendo que foram uma tentativa de salvar o Ocidente da colonização muçulmana. As informações são da Associated Press.

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