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Strauss-Kahn admite que cometeu 'falta moral' em hotel de Nova York

Em entrevista à televisão francesa, Kahn nega ter cometido um ato violento contra camareira

EFE

18 Setembro 2011 | 15h59

O ex-diretor do FMI, Dominque Strauss-Kahn, declarou hoje que cometeu uma "falta moral" no apartamento de um hotel de de Nova York em 14 de maio e negou ter cometido um ato violento contra uma das camareiras do estabelecimento.

O político socialista declarou em entrevista à televisão francesa que não houve "agressão" no caso em questão, que provocou sua demissão como responsável máximo do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Strauss-Kahn assegurou que "toda essa história é uma mentira" e insistiu que as acusações contra ele foram retiradas nos Estados Unidos, pois não há motivos para continuar com o caso se não há provas.

Sobre A entrevista à emissora francesa TF1 foi sua primeira aparição perante as câmeras desde que foi detido, em meados o mês de maio, no aeroporto de Nova York. Nela, Strauss-Kahn qualificou a possibilidade de ter sido objeto de uma "armadilha" de "possível" e, perguntado se teria sido vítima de um complô, respondeu com um "veremos".

Kahn insistiu o que ocorreu no Sofitel foi uma "debilidade" e, interrogado sobre suas relações em geral com o sexo oposto, manifestou seu "respeito pelas mulheres". Na França, uma jornalista também o acusa de tê-la agredido sexualmente.

Vida política. Sobre seu futuro político, DSK confirmou que "queria ser candidato" nas eleições presidenciais previstas para 2012 na França, mas acrescentou que "evidentemente não" o será. "Não sou candidato a nada e tenho a intenção de descansar. Vou me dar um tempo para refletir", concluiu.

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