Strauss-Kahn alega inocência no caso de abuso sexual

Durante audiência, advogados pediram que promotores mostrassem evidências sobre o caso

Agência Estado

06 de junho de 2011 | 12h09

Strauss-Khan é acusado de abusar sexualmente de uma camareira em Nova York

 

NOVA YORK - O ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn se declarou nesta segunda-feira, 6, inocente das acusações de abuso sexual de uma camareira em um hotel de Nova York. Vestindo um terno escuro, com camisa azul e gravata azul escura, Strauss-Kahn entrou lentamente no tribunal por uma porta lateral. Ao ser questionado sobre a acusação, respondeu: "Inocente".

 

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Na audiência, os advogados de Strauss-Kahn pediram que os promotores mostrassem evidências sobre o caso. O político francês de 62 anos, que era visto como candidato à presidência da França, tem indicado que vai argumentar que o encontro com a camareira foi consensual. Seus advogados sugeriram em uma carta recente aos promotores que possuem informações que podem "minar gravemente a credibilidade da acusadora". Os advogados também acusaram autoridades de Nova York de vazar informações para a imprensa.

 

Os promotores disseram que a queixa da camareira é confiável com base nos pedidos por socorro ouvidos por empregados do hotel e pela polícia logo depois do incidente e também com base nas evidências físicas, que corroboram sua história. O juiz afirmou a Strauss-Kahn que ele tem o direito e a obrigação de se apresentar para futuros procedimentos judiciais e, se não aparecer, poderá perder o direito de estar presente nas audiências e no seu julgamento e enfrentar sanções.

 

Strauss-Kahn sofreu sete acusações formais pela polícia, incluindo tentativa de estupro, assédio sexual e abuso sexual. A promotoria acredita que exames de DNA irão provar as acusações da camareira contra Strauss-Kahn. Já o advogado do francês, Benjamin Brafman, insiste que provas não serão "condizentes com as de um encontro forçado".

A aparição de Strauss-Kahn no tribunal, acompanhado de sua esposa, que se sentou na primeira fila, foi a primeira desde que ele saiu da detenção e foi colocado em prisão domiciliar, há mais de duas semanas. A próxima audiência de Strauss-Kahn está marcada para 18 de julho. Do lado de fora do tribunal, um grupo de trabalhadores hoteleiros sindicalizados, alguns vestidos com uniformes de camareiras, reuniu-se para se manifestar e foi contido por barricadas da polícia.

 

Prisão

 

O ex-diretor do FMI chegou a ficar detido por quatro dias na prisão de Rikers Island, em Nova York, antes de pagar fiança. Desde então, ele está em prisão domiciliar e sob vigilância armada em uma casa luxuosa, depois de ficar alguns dias em um apartamento na região central de Manhattan. Ele renunciou a seu cargo no FMI e pagou fiança de US$ 1 milhão (cerca de R$ 1,6 milhão) para sair da prisão.

 

A próxima audiência de Strauss-Kahn está marcada para 18 de julho. Se for considerado culpado, ele pode pegar até 25 anos de prisão. As informações são da Dow Jones e da BBC Brasil.

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