Strauss-Kahn é indiciado em caso de prostituição

O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn foi indiciado ontem pela Justiça da França por envolvimento com uma quadrilha que explorava a prostituição em hotéis de luxo do país. A decisão foi anunciada à noite, depois de o economista ter sido convocado uma segunda vez a depor pelos juízes de instrução da investigação. Em maio de 2011, ele chegou a ser preso, acusado de estuprar uma camareira em um hotel de Nova York, mas o caso foi suspenso por contradições da vítima.

PARIS, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2012 | 07h43

Strauss-Kahn é investigado no chamado Caso Carlton - em referência à rede de hotéis de luxo - desde outubro. Com o indiciamento, o ex-executivo passará a ser monitorado pela polícia. Ele não pode deixar a França, falar à imprensa sobre o caso ou entrar em contato com testemunhas e outros acusados. Além disso, o ex-favorito das pesquisas à presidência da França teve de pagar fiança de € 100 mil para responder ao processo em liberdade.

O objetivo central da investigação é descobrir se Strauss-Kahn sabia que as jovens que participavam de noitadas de sexo grupal eram ou não remuneradas. De acordo com o advogado Richard Malka, seu cliente declarou com a maior firmeza possível não ser culpado de nenhum dos fatos e de nunca ter tido a menor consciência de que as mulheres que encontrava seriam prostitutas.

Investigações realizadas até agora indicam que Strauss-Kahn chegou a trocar mensagens de celular com prostitutas envolvidas no Caso Carlton, no qual discutiam os serviços de outras jovens. Nas últimas semanas, Strauss-Kahn viu suas palestras serem objeto de protestos em diversos países da Europa. / A.N., COM REUTERS

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