Strauss-Kahn não está em posição de permanecer no cargo, diz Geithner

Secretário do Tesouro dos EUA pede que substituto seja formalmente nomeado para chefiar o FMI

Efe

17 de maio de 2011 | 20h51

WASHINGTON - O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, disse nesta terça-feira, 17, que o Dominique Strauss-Kahn, atual diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), "não está em posição" de chefiar o organismo e sugeriu que outra pessoa seja "formalmente" nomeada para assumir o cargo de forma interina.

 

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O FMI, que tem sede em Washington, indicou que o "número dois" do organismo, o americano John Lipsky, substituiu Strauss-Kahn na chefia como parte de seu protocolo de funcionamento após a detenção do francês, acusado de crimes sexuais em Nova York.

 

Geithner afirmou que "é importante que o Comitê Executivo do FMI nomeie formalmente alguém de maneira interina para que atue como diretor-gerente", segundo o jornal Wall Street Journal. São os primeiros comentários do secretário americano sobre a prisão de Strauss-Kahn no sábado passado, em um hotel de Nova York, quando teria tentado fazer sexo com uma camareira, segundo a suposta vítima.

 

"Estão acontecendo várias coisas em todo o mundo, e espera-se que o FMI tenha a capacidade de ajudar. E estou confiante que terá", disse Geithner em uma coletiva de imprensa.

 

DSK, como é conhecido em seu país, foi preso em Nova York no último final de semana, acusado de agressão sexual, cárcere privado e tentativa de estupro da camareira. Ele teve seu pedido de pagamento de fiança de US$ 1 milhão negado e, na segunda-feira, foi acusado de crimes sexuais por uma escritora francesa. Strauss-Kahn diz ser inocente.

 

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