Strauss-Kahn pode sofrer processo civil

O juiz Douglas McKeon, de Nova York, determinou hoje que o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, pode ser alvo de processo civil pelo suposto ataque sexual contra uma camareira de um hotel no ano passado, rejeitando a alegação de que a imunidade diplomática, conferida pelo cargo que ele ocupava na época, impediria o processo.

AE, Agência Estado

01 Maio 2012 | 12h45

O jornal New York Post, que disse ter tido acesso à decisão antes da divulgação, informou anteriormente que o juiz do Bronx ouviu a ação movida por Nafissatou Diallo e declarou que Strauss-Kahn havia perdido sua imunidade ao renunciar do cargo no FMI.

Diallo afirma que o político francês a forçou a fazer sexo oral quando ela entrou em seu quarto, no luxuoso hotel Sofitel, em Manhattan.

O processo criminal foi aberto, mas logo encerrado quando promotores de Manhattan concluíram que Diallo não era uma testemunha confiável. Posteriormente, ela abriu um processo civil, por danos não especificados, pelo que ela chamou de ataque "sádico" realizado por um dos homens mais poderosos do mundo.

Os advogados de Strauss-Kahn argumentaram no tribunal, no mês passado, que seu cargo como diretor-gerente do FMI o protegia de qualquer ação legal. Porém, ele não invocou sua imunidade ao ser detido e deixou voluntariamente seu posto - perdendo os privilégios - mesmo antes da abertura do processo criminal.

A decisão, segundo o jornal, impede a tentativa de Strauss-Kahn de recuperar a imunidade ao enfrentar uma ação civil. "Strauss-Kahn não pode abrir mão de sua imunidade, numa clara tentativa de limpar seu nome, para tentar retomá-la agora, num esforço para negar a Diallo a oportunidade de limpar seu próprio nome", escreveu McKeon. As informações são da Dow Jones.

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