Strauss-Kahn será julgado por exploração da prostituição

O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) será julgado por acusação de exploração da prostituição, juntamente com outras 12 pessoas, que teriam formado com ele uma rede de prostituição na cidade francesa de Lille.

Agência Estado

26 de julho de 2013 | 16h05

Strauss-Kahn foi acusado no ano passado por "promoção agravada da prostituição como parte de um grupo organizado". O caso é baseado em acusações de que líderes empresariais e oficiais da polícia forneciam prostitutas para festas sexuais em Lille, algumas das quais teriam acontecido no hotel Carlton.

Em junho, os promotores pediram que as acusações contra Strauss-Kahn, de 64 anos, fossem retiradas, afirmando que não havia provas suficientes para continuar o caso.

Mas em comunicado divulgado nesta sexta-feira, o escritório da promotoria de Lille disse que magistrados investigativos ordenaram que Strauss-Kahn e outros réus sejam julgados, embora pela acusação menos grave de "exploração agravada da prostituição como parte de um grupo". Outra pessoa será acusada de cumplicidade para fraude, informou a promotoria.

Não estava claro se os promotores apelariam da decisão para avançar com o julgamento. No sistema legal francês, juízes investigativos podem anular recomendações de promotores e forçá-los a levar suspeitos a julgamento.

Um dos advogados de Strauss-Kahn, Richard Malka, condenou a decisão de seguir com o julgamento como uma "implacável" campanha judicial contra seu cliente. Ele disse que a equipe de advogados de Strauss-Kahn vai usar o julgamento "para denunciar o absurdo, a anormalidade desta acusação de exploração agravada da prostituição".

Comunicado emitido pelos advogados diz que Strauss-Kahn esperava que o caso fosse levado aos tribunais e que ele vai apelar perante a corte.

Strauss-Kahn, que antes dos vários escândalos sexuais nos quais se envolveu era considerado um dos principais candidatos à presidência da França, admitiu ter participado de festas regadas a sexo na França e nos Estados Unidos, mas disse que não sabia que algumas das mulheres haviam sido pagas.

Em dezembro, Strauss-Kahn concordou em pagar uma indenização a Nafissatou Diallo, camareira de um hotel de Nova York cuja acusação de abuso sexual, feita em 2011, obrigou o francês a sair do FMI e arruinou suas chances de se tornar presidente da França. O valor da indenização não foi divulgado.

Na França, não é crime pagar por sexo, mas é contra a lei usar os serviços ou ter serviços ligados à prostituição. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.

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