Seth Wenig/AP
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Subdiretora da CIA nomeada por Trump está envolvida em torturas a presos

Veículos de imprensa locais indicam que Gina Haspel se envolveu em episódios polêmicos na época em que dirigia uma prisão clandestina na Tailândia

O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2017 | 09h39

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, nomeou na quinta-feira como subdiretora da Agência Central de Inteligência americana (CIA, sigla em inglês) Gina Haspel, uma agente envolvida em torturas a detidos quando dirigia uma prisão clandestina na Tailândia, informaram veículos de imprensa locais.

Gina, que tem 60 anos, trabalhou como agente secreta durante a maior parte de sua carreira e desempenhou um papel importante no lançamento do programa extrajudicial americano após os atentados de 11 de setembro de 2001 para prender e interrogar suspeitos de terrorismo.

A subdiretora da CIA dirigiu na Tailândia o primeiro dos centros clandestinos de detenção conhecidos como "locais negros" que os EUA abriram na época.

Gina Haspel esteve presente em pelo menos dois interrogatórios nos quais se utilizaram torturas, como dos supostos membros da Al-Qaeda Abu Zubaydah e Abd al-Rahim al-Nashiri, segundo informações de uma investigação do Senado. Zubaydah foi submetido 83 vezes à técnica de tortura do "waterboard" (“submarino”), de acordo com documentos revelados posteriormente.

A agente também é responsabilizada por ter ordenado, em 2005, a destruição das fitas nas quais estavam registradas todas as torturas às quais os presos foram submetidos os detidos. O caso impossibilitou Gina de assumir a diretoria de operações clandestinas da CIA, cargo que teve de ser confirmado pelo Senado.

Embora o governo do ex-presidente dos EUA Barack Obama tenha tentado acabar com os interrogatórios sob tortura que proliferaram após os atentados de 2001, Trump declarou que a tática "funciona" e não descarta utilizá-la de novo.

O perfil de Gina Haspel se encaixa na nova era da CIA comandada de Trump e dirigida por Mike Pompeo. / EFE

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