Submarino indiano pode lançar mísseis

A retaliação da Índia a um ataque maciço do Paquistão virá do fundo mar, na forma de mísseis de cruzeiro da classe SS-N-27 Klub, disparados pelo submarino furtivo Sindhushastra, de 3 mil toneladas, o mais novo da força de dez embarcações do mesmo modelo da frota indiana.A arma tem alcance de 300 quilômetros com ogivas de 500 a 800 quilos de diversos tipos. O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres estima que a versão de ataque a alvos em terra do Klub possa transportar cargas nucleares. A Marinha indiana tem uma frota de 16 submersíveis. O Sindhushastra é uma configuração avançada do Kilo russo.O desenvolvimento desse conjunto passa por uma misteriosa empresa do Brasil, a Obanga Tech, com sede em Trinidad-Tobago, que mantém rigoroso sigilo sobre o assunto. Controlada pelo engenheiro Maurício de Oliveira, a Obanga forneceu o sistema de comutação de dados do centro de combate do submarino. O equipamento, rápido e preciso, utiliza um laser miniaturizado, fibra ótica e processador digital.A empresa passou a ser investigada por agências de inteligência dos Estados Unidos depois que o almirante indiano Vyjay Sakhuja anunciou, no dia 10 de abril, a participação da Obanga Tech no desenvolvimento dos dois submarinos de propulsão nuclear que a Índia pretende operar entre 2005 e 2008.Em São Paulo a única referência encontrada foi um endereço postal, desativado um mês depois. O passaporte CB 059047 utilizado por Maurício de Oliveira, rastreado em várias capitais da Europa nos últimos cinco anos, é de uma série emitida em 1983. Segundo fontes ligadas ao Ministério da Justiça, o documento foi expedido em nome de outra pessoa e sua validade expirou há 13 anos.A Índia desenvolve um ambicioso programa de expansão de sua frota de combate, que tem mais de cem navios. Além de dois porta-aviões - Vraat e Vikrant - com 12 jatos Sea Harrier de decolagem vertical, mais nove helicópteros pesados cada um, a Marinha local acaba de comprar três mini-submarinos Cosmos-2000, de 110 toneladas. Silenciosos, pequenos como uma lancha, são utilizados para o desembarque ´invisível´ de esquadrões de forças especiais e para operações de minagem.

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