Mick Tsikas/Australia and New Zealand OUT via EFE/EPA
Mick Tsikas/Australia and New Zealand OUT via EFE/EPA

Submarinos de alta tecnologia vigiarão área estratégica; leia cenário

Nova frota no eixo Indo-Pacífico será operada pela Marinha da Austrália

Roberto Godoy*, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2021 | 05h00

Os mares gigantes que formam o estratégico eixo Indo-Pacífico serão vigiados, até 2030, por uma frota de novos submarinos nucleares de ataque operados pela Marinha da Austrália. Os navios serão construídos no país com a “amplamente transferida” tecnologia especializada dos EUA, em meio ao acordo AUKUS, que envolve o Reino Unido. A negociação também cobre segurança cibernética, energia quântica e inteligência artificial. 

O compromisso envolve valores estimados em US$ 10 bilhões, referentes apenas ao preço aquisitivo de três submarinos, sem considerar outros fatores, como o custo do conhecimento sensível, do projeto e da implantação da infraestrutura.

A operação ainda implicará o pagamento de uma indenização à corporação Naval Group, da França, que cuidava do fornecimento de 12 submarinos equipados com motores diesel-elétricos, porém baseados na classe Barracuda, de propulsão atômica. O negócio, iniciado em 2014, ganhou formalidade em 2016 e teria atingido um elevado patamar financeiro, da ordem de US$ 190 bilhões. A compensação pela ruptura do compromisso pode chegar a US$ 3 bilhões, conforme projeção de um consórcio de bancos de Paris.

O modelo de submarino combina especificações da força naval australiana com as capacidades dos estaleiros americanos General Dynamics e Huntington Ingalls. Segundo discussões preliminares, o navio terá deslocamento de 8.700 toneladas, medirá 130 metros e será dotado de avançados recursos digitais, permitindo que a tripulação seja limitada a 100 pessoas. O sistema de armas contempla torpedos de 533mm e mísseis de cruzeiro do tipo Tomahawk, com alcance de até 1,3 mil km. O periscópio e os sensores óticos utilizarão dispositivos fotônicos.

* É JORNALISTA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.