Pierre Verdy / AFP
Pierre Verdy / AFP

Trump decide retirar secretário de Defesa do cargo 2 meses antes

Presidente americano anunciou pelo Twitter que subsecretário será o substituto de Mattis a partir de 1.º de janeiro

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2018 | 16h06
Atualizado 23 de dezembro de 2018 | 19h18

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irritado com as críticas diretas feitas pelo secretário de Defesa, James Mattis, ao anunciar sua renúncia na quinta-feira, decidiu retirá-lo do cargo no dia 1.º de janeiro, dois meses antes do planejado por Mattis.

“Estou contente em anunciar que nosso talentoso subsecretário de Defesa, Patrick Shanahan, assumirá o cargo de secretário da Defesa começando em 1.º de janeiro de 2019. Ele será ótimo”, afirmou o presidente americano neste domingo, 23, no Twitter.

 

Em sua conta no Twitter, o republicano afirmou que Mattis ficará no cargo até o dia 1.º de janeiro. O anúncio surge apenas três dias após a renúncia de Mattis, em resposta à decisão do presidente de retirar todas as tropas americanas da Síria.

Conselheiros de Trump disseram ao The New York Times que o presidente estava furioso com a carta de renúncia escrita por Mattis – na qual ele enfatizava que os EUA obtêm sua força de suas relações com os aliados e devem tratá-los com respeito – e a repercussão negativa da decisão de retirar soldados americanos da Síria e do Afeganistão

A renúncia de Mattis foi vista como um sinal do descontentamento com a decisão de Trump de retirar tropas americanas da Síria. Mas o general reformado havia dito que deixaria o posto no dia 28 de fevereiro para dar tempo para que uma substituição fosse identificada e confirmada pelo Senado e garantir uma transição sem incidentes.

Quando Trump anunciou pela primeira vez que Mattis deixaria o cargo, até então em fevereiro, ele afirmou pelo Twitter que o general “deixava o cargo com distinção”. Conselheiros do presidente explicaram que ele já havia lido a carta de renúncia do secretário de Estado, mas não imaginava o alcance que ela teria nos dias posteriores.

No sábado, Trump postou uma mensagem no Twitter expressando seu ressentimento. “Quando o presidente (Barack) Obama demitiu Jim Mattis, eu dei a ele uma segunda chance. Alguns pensaram que eu não deveria. Eu pensei que deveria.”

Shanahan estava atuando como número dois do Pentágono desde julho de 2017, segundo o site do ministério. Antes, foi vice-presidente da fabricante de aviões americana Boeing, responsável por logística e operações, e também vice-presidente e gerente geral da Boeing Missile Defense Systems, à qual se uniu em 1986. / AP, AFP e NYT

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